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Brasil elege a mulher mais poderosa do mundo

The Independent
A mulher mais poderosa do mundo começará a andar com as próprias pernas no próximo fim de semana. Forte e vigorosa aos 63 anos, essa ex-líder da resistência a uma ditadura militar (que a torturou) se prepara para conquistar o seu lugar como Presidente do Brasil.
Como chefe de estado, a Presidente Dilma Rousseff seria mais poderosa que a Chanceler da Alemanha, Angela Merkel e que a Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton: seu país enorme de 200 milhões de pessoas está comemorando seu novo tesouro petrolífero. A taxa de crescimento do Brasil, rivalizando com a China, é algo que a Europa e Washington podem apenas invejar.

É assim que começamos a falar sobre a Presidente eleita Dilma Vana Rousseff, nada menos como a mulher mais poderosa do mundo, conforme noticiou o jornal britânico The Independent. A força de Dilma nada mais é do que a força do Brasil e principalmente a força das mulheres brasileiras.

Dilma com toda sua garra lutou contra os setores mais conservadores e cruéis da história brasileira, a ditadura militar. Ao mesmo tempo milhões de mulheres brasileiras lutam todos os dias para educar seus filhos, sustentar seus lares, fazer o malabarismo diário para manter as coisas em ordem. Assim como Dilma foi agredida e maltratada nos anos 70, milhões de outras mulheres brasileiras sofrem nas mãos de agressores dentro dos seus próprios lares.
Dilma também lutou pelo nosso país dentro de um governo. Ajudou a criar programas que melhoraram a vida de uma parcela significativa de nosso povo e colaborou para que nosso país avançasse nesses últimos anos sem precedentes. Essa inteligência, sensibilidade e eficiência de Dilma também é um dom feminino o qual as mulheres podem se orgulhar muito. Cada vez mais, as empresas almejam suas funcionárias, principalmente em cargos de chefia, devido ao alto grau de competência desempenhado por elas.
Dilma também lutou contra o preconceito. Preconceito esse que milhares ou milhões de mulheres sofrem na pele todos os dias, mas
que agora ao ver a primeira mulher eleita presidente, com certeza a mudança para que isso não mais aconteça acelerará ainda mais. Dilma representa toda a garra e toda a esperança que uma mulher pode ter, e que quando ela quer nada pode detê-la.
Essa é Dilma, nossa primeira presidente e ao mesmo tempo como disse a notícia, a mulher mais poderosa do mundo! À toa? Definitivamente não, pois como sabemos as mulheres quando conquistam algo, o conquistam por inteiro. E Dilma conquistou algo muito mais do que o cargo máximo da Nação brasileira. Conquistou a dignidade para todas as mulheres, conquistou a esperança e principalmente, conquistou o ideal de que todas podem e devem chegar lá.

Mulher no poder: elas podem!

Houve um tempo em que as mulheres não podiam mostrar os cabelos, falar mais alto que os homens e sequer poderiam emitir suas opiniões. Isso se arrastou por séculos, em diferentes esferas, como profissões, votos, etc. até que em meados do século XX ganhou força o movimento da “emancipação feminina” ou o “feminismo” propriamente dito. A mulheres passaram a reivindicar maior liberdade, e exigir a quebra de tabus para trabalhar em diversas profissões como engenheiras, médicas, juízas, policiais e até militares. A partir desse período, elas deixaram de ser apenas a “dona de casa” para servir o marido e os filhos para então se tornarem mulheres profissionais e porque não, atuarem diretamente na política.
Em algumas nações isso se consolidou de forma mais rápida, principalmente as ocidentais da Europa, em outras como América Latina e partes da Ásia esse processo ainda está em andamento e em alguns lugares do Oriente Médio e da África, as mulheres ainda não conquistaram esse direito.

Quanto à participação política, as mulheres estão cada vez mais no poder em diversos locais do planeta, comandando nações importantes, suas economias e suas sociedades. É uma nova era, onde as mulheres não se limitam mais a serem deputadas ou prefeitas e conquistas presidências e chefias de Governos. Vamos então conhecer a situação em alguns lugares do mundo.

ANGELA MERKEL (Alemanha):

Eleita em 2005 primeira-ministra alemã foi a primeira mulher a assumir esse cargo em uma das nações mais poderosas do mundo. Enfrentou o então primeiro-ministro Gerard Schröeder se saindo vitoriosa. Em 2009, apesar de dificuldades para compor um novo governo no Parlamento, foi reeleita.


CRISTINA KIRCHNER (Argentina):

Bem próximo a nós, temos um exemplo de mulher que comanda o nosso principalmente parceiro do Mercosul, a Argentina. Foi eleita em 28 de outubro de 2007, segundo a segunda mulher a ocupar a presidência, porém a primeira eleita diretamente pelo voto. Foi Senadora e era primeira-dama do país, casada com o ex-presidente Nestor Kirchner.


MICHELE BACHELET (Chile):

Deixou o governo de um doa países que mais se desenvolvem no mundo nesse ano. Com enorme popularidade (73% de aprovação), Michele fez um governo que aliou desenvolvimento econômico e social para os chilenos. Esse que até menos de 20 anos atrás era uma das sociedades mais conservadoras do continente, deu um passo á frente e elegeu Michele presidente em 2006 com grande prestígio.


PRATIBHA PATIL (Índia):
Pratibha foi eleita em 2007 a primeira presidente da Índia. O cargo de presidente nesse país não é tão forte e responde diretamente às decisões do primeiro-ministro. Mas em uma sociedade onde a mulher não é valorizada na política como a sociedade indiana, é realmente um grande avanço eleger Pratibha a presidente do segundo país mais populoso e um dos grandes emergentes contemporâneos.


MARGARET TACTHER (Inglaterra):

Eleita primeira-ministra da Inglaterra em 1979 foi a governante de uma das mais importantes nações do mundo por 11 anos. Sua influência na política mundial foi sem precedentes e marcou os anos 80 na vida dos britânicos. Conhecida por tomar decidir questões importantes e muitas vezes de desagrado popular, levou o apelido mundial de “Dama de Ferro”.


GLORIA ARROYO (Filipinas):

Apesar da desigualdade e a pobreza que ainda persiste as Filipinas é um dos países que mais crescem na Ásia e Gloria Arroyo (eleita em 2004) foi a segunda mulher a governar o país e uma das mais influentes na região. Deixou o cargo em 2010.


LAURA CHINCHILLA (Costa Rica):

Esse pequeno país da América Central é o mais desenvolvido daquela região e sem dúvida a democracia mais sólida. Apesar disso, a sociedade costarriquenha deu mais uma demonstração de amadurecimento e elegeu em 2010, Laura Chinchilla a primeira mulher a governar o país.

O Brasil está em processo de eleição de seu novo ou nova Presidente da República. Pela primeira vez uma mulher, Dilma Rousseff, conseguiu atingir uma votação tão expressiva para o cargo (quase 50 milhões de votos), porém a disputa seguiu para o segundo turno.
O mundo já nos deu prova de que mulheres são capazes de governar, de pequenas a grandes nações e o Brasil também está preparado para isso. Nossa sociedade deve olhar para o futuro e prestar atenção que as mulheres hoje atingiram cargos de chefia em grandes corporações e instituições públicas e nada impediria uma mulher ser nossa Presidente. Esses são apenas alguns poucos exemplos de mulheres no poder mundo afora, e o Brasil tem tudo para entrar nessa lista.