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Prédios históricos do centro Matão não sobrevivem ao comércio

Para quem vive em Matão há muitas décadas, ou mesmo nos últimos anos, percebeu as grandes mudanças as quais vem ocorrendo no centro de nossa cidade. Em relação ao comércio, novas lojas se instalaram, e algumas outras, saíram, mas o saldo de uma forma geral é bastante positivo. As mudanças são visíveis e o potencial de crescimento para a área comercial do município ainda é bastante promissor.
Com o desenvolvimento da economia tanto do País quanto da cidade de Matão, muitas companhias de varejo tendem a crescer, sejam elas grandes redes ou as nascidas aqui mesmo na cidade. O espaço para esse crescimento ainda é visível no centro, pois na área central da cidade a prioridade é mesmo para o comércio e não para construções residenciais, sendo assim, haverá ainda bastante espaço nas ruas destinado ao comércio.
Entretanto, nesse sentido vem acontecendo algo não muito saudável, um erro já cometido por muitas outras cidades e Matão está correndo um sério risco em vir a cometê-lo também. O desrespeito pelas construções históricas da cidade. Nos últimos anos, várias dessas construções foram abaixo, cedendo espaço para novas áreas comerciais. São casarões e pontos de comércio muito antigos, do período da fundação da cidade ou um pouco posterior à isso, totalmente perdidos.

Em outras cidades, como exemplo, a capital São Paulo, isso ocorreu de forma sistemática nas últimas décadas. Edifícios seculares, de inestimável valor histórico-cultural e arquitetônico desapareceram para darem lugares a prédios contemporâneos com a única finalidade de lucro, seja ele através do comércio ou da especulação imobiliária. Não estamos nos posicionando contra o progresso, pelo contrário, mas ele deve ocorrer concomitante à preservação da história de um local, de um povo e de uma sociedade. Pois não bastam registros fotográficos ou escritos, construções físicas são também a prova de que algo aconteceu em um certo espaço.
Em Matão, podemos tomar três exemplos, dentre outros: antigo casarão na esquina da Avenida XV de novembro x Rua José Bonifácio. Casarão na esquina da Avenida Sete de Setembro x Rua Rui Barbosa e a antiga farmácia, construção do início do século na esquina de baixo (Avenida Sete de Setembro x Rua João Pessoa). Uma perda grande para a história da vida matonense.
Qual a solução? Sem dúvida alguma ela não será deixar de acontecer a expansão e o desenvolvimento do centro matonense, mas uma maior preservação desses ícones de história da sociedade de Matão de alguma forma, seja evitando-os de serem utilizados para a construção de galerias ou lojas, se possível, ou adaptando suas antigas características às funções atuais.
Não podemos seguir pelo mesmo caminho de deterioração de nosso patrimônio, de nossa gente e cultura. Devemos preservar esses antigos prédios os quais fazem parte da história e do caminho percorrido por Matão ao longo do século XX. Obviamente que é preciso crescer, mas saber olhar para o futuro, sem apagar o passado.
Ainda existem antigas construções em Matão, poucas por sinal, mas que devemos ter um olhar mais atento e zelar por aquilo que antes já contribuiu para a cidade chegar ao que é nos dias atuais.

Matão é a 12ª cidade mais desenvolvida do Brasil

O Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) revelou nessa semana o resultado de sua última pesquisa envolvendo todos os mais de cinco mil municípios brasileiros sobre o que diz respeito à condições de vida da população por meio dos índices de emprego, saúde e educação. A pontuação varia de 0 a 1 ponto e são referentes ao ano de 2007.
Matão foi uma cidade com um avanço incrível, passando da 68ª lugar no último levantamento para a 12ª colocação no ano de 2007. Isso mesmo, Matão é nada menos do que a 12ª cidade mais desenvolvida no Brasil no que se refere aos indicadores acima; emprego, saúde e educação. Talvez isso seja, aos esforços da administração municipal matonense em melhorar vários índices econômicos e sociais, principalmente os três que servem de parâmetro para o Índice da Firjan.

A realidade em Matão, os cidadão podem notar que é diferente da maior parte das cidades brasileiras, inclusive muitas, de nossas vizinhas com o mesmo porte e população tem uma “aparente” qualidade de vida inferior à de Matão e isso se refere não apenas ao embelezamento da cidade, mas sua força em relação a gerar novos campos de trabalho, prover mais saúde e de qualidade além de investir pesado na educação, esse á o fator primordial para que um município tenha um amplo desenvolvimento, mão-de-obra especializada para suprir suas necessidades e contruir um futuro mais digno e promissor para as futuras gerações. É nesse sentido, que Matão está caminhado e por isso, nós cidadãos matonenses, começamos a observar os resultados.
A campeã do levantamento atual foi nossa vizinha Araraquara, ficando em 1º lugar entre as cidades mais desenvolvidas do Brasil de acordo com a Firjan. Na região, Matão aparece na segunda colocação e em terceiro é São Carlos que figura apenas na 36ª posição como mostra a lista abaixo:

O IFDM foi criado para acompanhar a evolução dos municípios brasileiros e os resultados das gestões das prefeituras. A subida de posição de Matão se deve ao crescimento de 12,4% em seu índice de desenvolvimento econômico - de 0,7721, em 2006, para 0,8678, em 2007 -, formado por estatísticas de emprego e renda. A saúde apresentou crescimento de 1,6%, passando de 0,9207 para 0,9354; já a educação teve queda de 1,2%, indo de 0,9164 para 0,9059.
É dessa forma que Matão precisa continuar seu crescimento, realmente aumentando a qualidade de vida da sua população, abrindo caminhos para novos negócios e novos investimentos em nosso município e mais, provendo o desenvolvimento em três setores bases para uma vida melhor à nossa população: emprego, saúde e educação. Dessa forma seremos uma cidade cada vez melhor e mais cidadã.